Apesar das recentes mudanças promovidas pelo governo federal no crédito consignado para aposentados e pensionistas, uma parcela significativa dos beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ainda desconhece as novas regras. Um levantamento realizado pela fintech “meutudo” com mais de 5 mil participantes aponta que quatro em cada dez segurados não sabem das alterações implementadas em 2026, incluindo mudanças na margem consignável, no prazo de pagamento e nos mecanismos de segurança para contratação do empréstimo.

Os dados mostram que o desconhecimento persiste até mesmo entre pessoas que já contrataram empréstimos consignados anteriormente. Segundo a pesquisa, 41% dos entrevistados não sabiam que a margem consignável foi reduzida de 45% para 40% da renda mensal do beneficiário. A nova regra também retirou a divisão obrigatória entre empréstimo tradicional, cartão de crédito consignado e cartão benefício.

Outra mudança pouco conhecida envolve o prazo máximo para pagamento das operações. O limite passou de 96 para 108 meses, mas cerca de 40% dos participantes afirmaram não ter conhecimento da ampliação.

Mudanças visam ampliar segurança

As alterações fazem parte de um conjunto de medidas adotadas para reforçar a proteção dos segurados e reduzir fraudes no sistema de crédito consignado. Entre as novidades está o bloqueio automático do benefício para novas contratações e a necessidade de desbloqueio prévio pelo próprio beneficiário. Pesquisa do “meutudo” mostrou ainda que parte dos segurados desconhece essa exigência.

Além disso, desde maio, o INSS passou a exigir validação por biometria facial para a contratação de novos empréstimos consignados. A medida também proibiu a formalização de operações por telefone ou por meio de procuração de terceiros, aumentando o controle sobre as contratações.

Mesmo diante das dúvidas, a percepção dos beneficiários sobre as mudanças é majoritariamente positiva. Segundo o levantamento, 49% consideram favorável a unificação da margem consignável em 40%, enquanto a proposta de carência de até 90 dias para o início do pagamento das parcelas recebeu aprovação de 59% dos entrevistados.

Interesse pelo crédito continua elevado

A pesquisa também identificou que o crédito consignado segue sendo uma alternativa relevante para aposentados e pensionistas. Cerca de 58% dos participantes afirmaram ter interesse em contratar um novo empréstimo, enquanto 18% pretendem refinanciar contratos já existentes e 24% pretendem aguardar.

Especialistas alertam, contudo, que a falta de informação pode aumentar o risco de contratação inadequada ou dificultar o acesso dos segurados aos benefícios das novas regras. Por isso, a orientação é que aposentados e pensionistas consultem regularmente os canais oficiais do INSS e acompanhem as mudanças antes de contratar qualquer modalidade de crédito.

STJ proíbe oferta de consignado na casa de aposentados

Em meio ao debate sobre proteção dos segurados, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu recentemente proibir que bancos e correspondentes bancários realizem visitas domiciliares não solicitadas para oferecer empréstimos consignados a aposentados e pensionistas. A 3ª Turma da Corte entendeu que a prática caracteriza "assédio de consumo" e expõe idosos a situações de vulnerabilidade financeira.

A decisão cria um importante precedente para o setor e reforça a tendência de ampliar as medidas de proteção aos beneficiários do INSS, especialmente diante do crescimento das fraudes e do superendividamento envolvendo operações de crédito consignado.

Aposentados que observarem descontos indevidos têm até o dia 20 de junho para contestar os valores.

Com informações do Blog MeuTudo e Agência Brasil

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Dados atualizados periodicamente

Indicadores Econômicos

R$ 5,1693
R$ 5,9742
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14.90%
0.81%

* Valores informativos. Consulte fontes oficiais para decisões financeiras.

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